Manifestantes no AM dizem não ao corte de verbas do governo Bolsonaro

Milhares de pessoas lotaram no fim da tarde desta quarta-feira (15) as avenidas Eduardo Ribeiro, Epaminondas, Sete de Setembro e as praças da Saudade e do Congresso, no Centro Histórico de Manaus, na passeata de protesto contra os contingenciamentos orçamentários de institutos e universidades federais do Brasil realizado pelo governo Bolsonaro. Os atos públicos contra a decisão do governo federal também se estenderam ontem em outros 25 estados e no Distrito Federal.

O ato contra os cortes no orçamento público para Educação se estendeu até as 20h na Praça Antonio Bittencourt, conhecida como Praça do Congresso, com a apresentação de várias bandas musicais da região. A coordenação estimou que cerca de 50 mil pessoas participaram da manifestação, que ocorreu sem incidentes e de forma tranquila.

Estudantes do Ensino Técnico, Médio e Superior, além de professores, servidores e pesquisadores das instituições de ensino superior mostraram na passeata exemplos de pesquisas em prol da sociedade que estão ameaçadas por falta de recursos. Além de Manaus, capital do estado, no município de Parintins também houve mobilização de estudantes e professores.

A estudante de Agronomia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Anne Caroline Gouvêa, 23, falou que “não se deve aceitar as mudanças calados. Vamos atrás dos nossos direitos de acesso à pesquisa e ensino de qualidade”.

Já o estudante de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Rodrigo Henrique, 24, opinou que “a faculdade pública brasileira já vive de migalhas. Se congelar mais, vai sucatear. Ajudar a destruir o futuro dos estudantes que sonham em melhorar o País”.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), 100% dos quase 1.500 professores associados usaram o dia para protestos. “No interior, soubemos que os próprios alunos impediram os trabalhos nas universidades que ainda quiseram funcionar. Nos cinco polos da Ufam e em todos os polos da UEA no interior também houve manifestações”, declarou a representante da entidade, Nelsa Soares.

Para ela, o engajamento marcado por estudantes de várias instituições, inclusive privadas, expõe a carência de políticas públicas na Educação e o quão negativo é o contingenciamento. “Você nunca mais tinha visto alunos na rua lutando pela causa. O governo tem que entender que a educação não é moeda de troca”, defendeu.

Diversas entidades sindicais e associações da categoria também participaram do ato. Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) que lideram uma greve por melhorias salariais e outros benefícios para a categoria, reclamaram dos cortes no orçamento para Educação, com reflexos na educação básica do Estado.

Professores de escolas públicas da Educação Infantil e Fundamental disseram que sempre trabalharam sem o direito das Horas de Tempo Pedagógico (HTP). “É um direito nosso que nos é negado. O prefeito, neste ano, tirou os professores de Educação Física, que era o único tempo que tínhamos para corrigir provas e o planejamento”, disse um professor.

“Temos que levar trabalho para casa, sem compensar nenhuma hora”, disparou outra docente. Para a presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Estadual do Amazonas (SindUEA), Gimima Beatriz da Silva, o dia foi “em defesa da educação, e não de paralisação”.

 

 

 

 

Fonte. acritica.com

Foto. G1 – acritica.com


Redação Portal do Norte

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