Artur Neto defende a democracia e diz que país viveu uma ditadura militar

O prefeito Artur Neto, convidado para debater o tema “Jornalismo, Poder e Democracia”, no II Congresso de Jornalismo da Amazônia, defendeu a democracia e a liberdade de imprensa, reafirmando como contraponto, a existência do regime ditatorial com o Golpe Militar de 1964, ocorrido no Brasil. A declaração foi realizada nesta quarta-feira, 10/04, no auditório da Faculdade de Ciências Agrárias – FCA, à uma plateia formada por convidados, estudantes e professores do curso de jornalismo da Universidade Federal do Amazonas – Ufam.

Com base aos fatos ocorridos durante o período da Ditadura Militar no país (1964/1985), Artur Neto afirmou ter sido testemunha da história recente no país. Ele tinha 23 anos, quando o governo federal decretou o Ato Institucional nº 05, fechando o Congresso Nacional e retirando garantias individuais, época em que foi impedido de escrever no jornal carioca “Tribuna da Imprensa”.

“Eu vivi esse inferno. Vi minha casa invadida, meu pai cassado. A mim e a minha geração restou enfrentar o regime de força e trocar pelo regime defeituoso, cheio de problemas e longe da perfeição, como é o regime democrático, mas infinitamente melhor do que aquele inferno”, discursou Artur Neto.

Em cenário atual onde o novo governo federal, que tomou posse em 1º de janeiro de 2019, tenta negar a realidade histórica sobre a existência da ditadura, a partir do Golpe Militar de 1964, com declarações públicas de articulistas e interlocutores do próprio governo, o relato realizado pelo prefeito de Manaus, além de ser testemunho histórico, desmonta a tentativa de negar as prisões, torturas, desaparecimentos e mortes realizadas pelo regime ditatorial em 21 anos de sua existência. Ao final, representa também, valorizar o regime democrático às novas gerações do país.

’’O testemunho do prefeito, de como é viver em uma sociedade onde não há imprensa livre, consequentemente sem democracia, foi muito importante porque tivemos aqui jovens que nasceram muito depois que o Brasil voltou a ser uma democracia imperfeita, como é, com todos os problemas que tem, mas ouviram dele que os poderes democráticos na República, com todos os defeitos que possam ter, ainda é muito melhor do que uma ditadura’’, disse o professor e organizador do evento, Allan Rodrigues.

Compondo a mesa na condição de convidados estiveram presentes a jornalista Auxiliadora Tupinambá, atual presidente do Sindicato dos Jornalista no Amazonas; a professora doutora Ivânia Vieira (FIC/ UFAM) e o professor-coordenador do curso de jornalismo da Ufam do município de Parintins, Adelson Fernandes, além do prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto.

Programação
Nesta quinta- feira(11/04), o II Congresso de Jornalismo da Amazônia prossegue com a discussão sobre o tema ’’Jornalismo, Ciência e Desenvolvimento da Amazônia’’. Na sexta-feira (12/04) está programada a palestra ’’O papel do jornalismo no Brasil’’ com o jornalista Francisco José, repórter especial do ’’Globo Repórter’’ e ’’Jornal Nacional’’, da Rede Gobo de Rádio e Televisão.

Fonte. Wilson Reis; Deiviti Anjos – portaldonorte.com
Foto. Carlos Augusto – portaldonorte.com


Redação Portal do Norte

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Manaus, Amazonas, Amazônia, Brasil, Comunicação, Imprensa, Notícias..
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