Coronavírus. Fugas e rebeliões em presídios de São Paulo

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Motins teriam sido motivados pela proibição do governo à saída de detentos do regime semiaberto em razão do avanço do coronavírus.

Presos de quatro penitenciárias paulistas se rebelaram nesta segunda-feira, 16, em Mongaguá (Baixada Santista), Tremembé, Porto Feliz e Mirandópolis (interior de São Paulo), segundo informações de sindicatos dos agentes penitenciários que foram confirmadas pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

No presídio do litoral, centenas de detentos fugiram e oito agentes foram feitos reféns.

O poder judiciário do estado de São Paulo decidiu pela suspensão da saída temporária, pois depois de cumprida, ao retornarem para as unidades prisionais os detentos seriam potenciais transmissores do coronavírus aos demais presos.

A Secretária de Administração Penitenciária (SAP) informou que houve um ato de insubordinação no Centro de Progressão Penitenciária de Tremembé.

Ainda de acordo com o órgão as unidades de regime semiaberto não possuem vigilância armada, seguindo determinação da legislação brasileira, e que providências estavam em andamento para a resolução do problema.

O CPP Dr. Edgar Magalhães de Noronha tem a capacidade para 2.672 detentos e atualmente a população atual é de 3.006. Até o fechamento da matéria ainda não havia o número exato sobre fugitivos.