Operação ‘Zero Um’ prende gerente executivo do INSS por fraude previdenciária

A Polícia Federal (PF) no Amazonas, anunciou nesta segunda-feira (22/04) em coletiva à imprensa, o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e a prisão preventiva do principal envolvido em crimes praticados contra a Gerência-Executiva do Instituto Nacional do Seguro Sociais (INSS).
Batizada de Operação “Zero Um” as investigações detectaram fraudes no sistema previdenciário do órgão, o que levou a prisão preventiva do gerente executivo do INSS no Amazonas, Clizares Santana. O servidor foi encontrado na manhã desta segunda-feira (22/4), em um sítio, no município de Manacapuru (a 80 quilômetros de Manaus). Ele é acusado de cobrar propina em contratos e beneficiar prima com a concessão de benefícios previdenciários.
Uma das irregularidades nos atos de Santana foi viabilizar o pagamentos do INSS para uma prima dele que mora em Ilhéus, no estado da Bahia, com concessões oriundas de Manaus, no Amazonas. De acordo com a PF, o valor mensal do benefício é de R$ 2,1 mil, e vinha acontecendo desde 2014 de forma fraudulenta.

”O Inquérito Policial, instaurado pela Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas, teve como origem a denúncia de que o gerente executivo do INSS no Estado, teria concedido de forma irregular benefício previdenciário em favor de uma pessoa com quem mantém relação e atualmente reside em Ilhéus, na Bahia. As investigações deram início em 2017 quando por meio de denúncia foi descoberto que o servidor com a função do cargo exercia crimes bem como corrupção passiva e peculato o que chamou a atenção do setor de inteligência do órgão foi o alto padrão de vida que o funcionário tinha e que não correspondia com o salário que ganhava”  a Delegada da PF Jeanie Tufureti.
Diárias e ajuda de custo
Com a colaboração da Controladoria Geral da União (CGU), também foi constatada a realização de diárias cruzadas, em que a servidora do INSS era transferida “a interesse da administração pública” para o interior do Estado e, logo após, retornava ganhando diárias. Segundo investigação realizada, entre os anos de 2014 e 2017, ela teria recebido 91 mil reais com o pagamento de 464 diárias, além de mais de 37 mil reais em ajuda de custo, para mudar quatro vezes de lotação.
Após representação da delegada de Polícia Federal, que preside a investigação criminal e a manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF), o juízo da Quarta Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, foi quem determinou a expedição do mandado de prisão preventiva e de seis mandados de busca e apreensão, os quais foram cumpridos nesta manhã nas cidades de Manaus, Manacapuru e Iranduba, no Estado do Amazonas, e de Ilhéus, na Bahia.

Crimes e investigação

A PF também investiga possíveis interferências do gerente executivo em contratos firmados entre o INSS e empresas prestadoras de serviços, e cobranças de vantagens indevidas a empresários vencedores de licitações para a reforma de agências da Previdência Social no interior do Estado.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, advocacia administrativa e emprego irregular de verba pública, dentre
outros, respectivamente previstos nos artigos 312, 313-A, 317, 321 e 315, todos, do Código Penal.

A coletiva foi concedida à imprensa nesta segunda-feira, 22/04, na sede da PF, pelo delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Max Ribeiro; a superintendente Mona Liza Prado, da Controladoria Geral da União – CGU, no Amazonas e a delegada, Jeanie Tufureti, da PF/Am.

 

Redação portaldonorte.com
Fotos. Carlos Augusto

 

 

 


Redação Portal do Norte

Redação Portal do Norte

Manaus, Amazonas, Amazônia, Brasil, Comunicação, Imprensa, Notícias..
Redação Portal do Norte

 

Manaus, Amazonas, Amazônia, Brasil, Comunicação, Imprensa, Notícias..

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *