Manaus se despede de Joaquim Marinho aos 76 anos

A Prefeitura de Manaus irá decretar três dias de luto oficial.

Depois de uma longa luta contra problemas de saúde o radialista e historiador Joaquim Marinho faleceu neste domingo (2/6), em Manaus, aos 76 anos. Alzheimer, diabetes e problemas cardíacos comprometeram a produtiva vida cultural daquele que era considerado um ícone da comunicação e ativista da cultura amazonense.

Cinema, Música, Quadrinhos, Rádio e Televisão. O historiador transitava com desenvoltura e propriedade nos diversos formatos e  segmentos da comunicação. Cinéfilo Joaquim Marinho foi proprietário de diversas salas de cinema na cidade por longos anos, proporcionando aos manauaras o acesso à sétima arte num período que as franquias nacionais e internacionais não consideravam a capital do Amazonas um bom mercado consumidor de filmes. Os Cinemas Charles Chaplin, Carmen Miranda, Grande Otelo e Renato Aragão eram points concorridos na cidade.

Dono de um respeitável acervo de discos (bolachas Long Plays), revistas em quadrinhos, filmes e relicário, teve boa parte da sua coleção vendidos para pagar parte dos seus tratamentos. Joaquim Marinho foi um respeitado ativista cultural pois entendia que todas as formas de arte estimula a auto-estima de um povo e valoriza economicamente o patrimônio material e imaterial de uma sociedade.

Português de nascimento ele escolheu Manaus para viver. Em 2013, recebeu o título de Cidadão do Amazonas concedido pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM). O velório de Marinho acontecerá ainda neste domingo, no Palácio Cultural Rio Negro, na Avenida Sete de Setembro, no Centro, zona sul da capital.

Nota de Pesar

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e a primeira-dama, Elisabeth Valeiko Ribeiro, lamentam profundamente a morte do comunicador e ícone da cultura amazonense, José Joaquim Marques Marinho, ocorrida às 11h deste domingo, 2/6, aos 76 anos de idade, após uma parada cardiorrespiratória em sua residência.

“Joaquim Marinho se mostrou um grande homem e democrata em momentos importantes do País. Uma pessoa sempre vanguardista, que contribuiu para manter a cultura viva do Brasil e do nosso Estado”, lembrou o prefeito.

Nascido na cidade de Porto, em Portugal, em 1º de maio de 1943, Joaquim Marinho viveu por mais de 60 anos na capital amazonense, onde foi grande expoente da comunicação, cultura e arte na cidade.

Radialista, escritor, dono de um grande acervo cultural e tendo mantido durante décadas cinemas no Centro da cidade, Joaquim Marinho deixa grande legado cultural para o Estado do Amazonas.

Segundo informações de sua família, o velório será realizado no Salão Nobre do Palácio Rio Negro, na avenida Sete de Setembro, Centro, na tarde deste domingo.

Pelo falecimento de Joaquim Marinho, a Prefeitura de Manaus irá decretar três dias de luto oficial.

 

 

Fonte. portaldonorte.com

 

 

 


Redação Portal do Norte

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Manaus, Amazonas, Amazônia, Brasil, Comunicação, Imprensa, Notícias..
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