Reportagem do Fantástico deixa lacunas a serem respondidas sobre a morte do engenheiro Flávio

Por Redação pautaportal@gmail.com 

O programa do Fantástico exibiu neste domingo (12/10), uma reportagem sobre a morte do engenheiro Flávio Rodrigues, morto no dia 29 de setembro, no condomínio Belvedere dos Pássaros, zona oeste de Manaus. Apesar de um dos envolvidos, Mayc Parede, ter assumido a autoria do crime, o depoimento contradiz com dos demais envolvidos.

Em imagens exclusivas liberadas à equipe do Fantástico, Alejandro afirma que a casa foi invadida por homens encapuzados que estariam cobrando dívida de droga de Flávio. Porém, o síndico e a segurança do condomínio garantem que ninguém entrou sem identificação na noite do crime. No vídeo da câmera de circuito interno, Elizeu e Mayc aparecem entrando pela portaria.

Elizeu, que é segurança e assessor pessoal do prefeito Arthur Virgílio Neto e da primeira dama Elizabeth Valeiko, alegou que, na noite do crime, cansado de ver o que ocorria (uso de drogas) resolveu sair do carro e dar “um susto” nos que estavam na casa, inclusive em Alejandro. Ao entrar, foi direto em direção à Alejandro e desferiu duas coronhadas. Em seguida, houve luta corporal entre Mayc e Flávio. Poucos minutos depois, o veículo em que se encontrava os dois policiais responsáveis pela segurança do prefeito, Elizeu e Mayc, saem do condomínio. No vídeo, é possível ver Mayc sentado no banco de trás do veículo, segurando algo semelhante a um corpo coberto.

Fraude processual –  Para o professor universitário e especialista em Direito Penal, João Batista Nascimento, se comprovado que os policiais militares compareceram para retirar o corpo do local, jogando-o em local diverso, podem responder por fraude processual e ocultação de cadáver, crimes pelos quais também podem responder os participantes da briga que culminou com a morte de Flávio, desde que haja elementos para tal sustentação. Em depoimento ao Fantástico, a primeira dama, que é mãe de Alejandro, esteve na madrugada de domingo, horas após o ocorrido, e afirmou que sua filha limpou o sangue com um papel toalha. Se confirmado, ambas também podem responder por fraude processual.

Em nota publicada na manhã de hoje (14), a prefeitura alega que o Decreto Municipal 2.572, de outubro de 2013, prevê a segurança pessoal, por servidores da Casa Militar, para o prefeito, vice-prefeito e suas respectivas famílias.

Ela [prefeitura] desconfere a possibilidade, mistura uma confusão entre segurança pessoal e crime. Não tem a ver com segurança, ele colaborou com ocultação e homicídio, não se confunde com a função institucional. Além disso a segurança se restringe às residências do erário, o que não era o caso daquela casa onde aconteceu o fato diz o professor e especialista em Direito Penal, João Nascimento.

Quem determinou que policiais militares à disposição da Prefeitura, em veículo oficial, fossem ao condomínio providenciar a retirada do corpo de Flávio? Ou os policiais militares possuem autonomia para agir sem a anuência da primeira-dama ou do mandatário do município? […] A quebra de sigilo telefônico facilmente cai a tese de que o policial fez uma visita comum sem uma determinação superior finaliza João Nascimento, professor e especialista em Direito Penal, mestre em Ciências Jurídicas e doutorando em Direito Penal.

 


Redação Portal do Norte

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Manaus, Amazonas, Amazônia, Brasil, Comunicação, Imprensa, Notícias..
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