TSE rejeitou 11 mil adesões ao Aliança pelo Brasil

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A sigla de Bolsonaro já obteve 3,1 mil assinaturas válidas. São necessárias 492 mil.

Estar apto para concorrer as eleições de 2020 é uma tarefa desafiadora para o Aliança pelo Brasil. A contar pelo número de assinaturas já validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o momento, a sigla que o presidente Jair Bolsonaro está criando dificilmente estará apto a disputar as eleições municipais de outubro deste ano. De acordo com dados da Justiça Eleitoral, somente 3.101 rubricas foram consideradas aptas. A quantidade de apoios válidos é muito menor do que o número de assinaturas rejeitadas: 11.094.

O total de apoiamentos apresentados pelo partido em formação até agora para apreciação da Justiça Eleitoral foi de 60.747, segundo informa a executiva do grupo. Desses, 45.203 estão em prazo de impugnação e 1.349 em análise nos cartórios eleitorais.

Embora o número oficial seja relativamente baixo, integrantes do futuro partido garantem que as assinaturas estão sendo colhidas de forma exitosa nos dois meses que se seguiram após o lançamento da marca.

“Gargalos”
De acordo com o líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), apesar dos dados oficiais, a legenda conseguiu juntar diversos cadastros de apoiadores em todo o país, sendo 9.490 só no estado do congressista, Goiás. Mesmo assim, o parlamentar admite que dificilmente conseguirá registrar a legenda antes das eleições municipais, previstas para outubro deste ano.

“Muitos aliados de Bolsonaro pressionam para que o registro seja aprovado a tempo de disputar a eleição já pela Aliança pelo Brasil. Mas isso não depende só de nós. Existem dois gargalos que são o nosso registro dos cadastros e o tempo que a Justiça Eleitoral leva para analisar e validar cada assinatura”, explicou, em entrevista ao Metrópoles.

O secretário-geral da comissão provisória do futuro partido, Admar Gonzaga, afirma que os números validados pela Justiça Eleitoral não estão de acordo com o que eles vêm observando. “Temos muito mais do que isso”, frisou.

“Estamos tratando essas notícias desanimadoras como fake news. Elas não refletem a realidade”, avaliou o advogado, que não quis revelar as ações que a coordenação da legenda adotará para acelerar a coleta de apoios, tampouco a quantidade de assinaturas coletadas. “Só decidimos não revelar os números nem as estratégias para não servirmos de alvo para nossos adversários”, salientou.

Para concorrer neste ano, a legenda teria que ter 492 mil apoiamentos validados até o início do mês de março. Quando o partido foi lançado, no ano passado, a previsão divulgada pelos organizadores era de que até este mês todas as assinaturas já tivessem sido colhidas.

Regras
De acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), para se obter o registro de uma nova sigla, é preciso ter a comprovação, no período de dois anos, de apoiamento de pelo menos 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos. Hoje, esse número representa 492 mil assinaturas.

Os apoios não podem partir de pessoas filiadas a partidos políticos. Além disso, as assinaturas devem estar distribuídas por um terço, ou mais, dos estados brasileiros – ou seja, por pelo menos nove unidades da Federação. Em cada um dos estados, é necessário um mínimo de 0,1% de apoio do eleitorado, considerando o número de eleitores na última eleição nacional.

Fonte. Luciana Lima – metropoles.com
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