Jovem ativista pelo clima Greta Thunberg é escolhida Pessoa do Ano pela Time

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Revista americana diz que sueca ‘inspirou 4 milhões de pessoas a se unir à greve climática global’

Os protestos solitários que Greta Thunberg promovia a cada sexta-feira em Estocolmo e que se transformaram em um movimento de milhões de pessoas por ações contra as mudanças climáticas fizeram com que a ativista sueca de 16 anos fosse escolhida a Pessoa do Ano pela revista americana Time.

No anúncio, feito nesta quarta (11) no programa de TV Today, da rede NBC, a publicação justificou a seleção afirmando que a jovem “inspirou 4 milhões de pessoas a se unirem à greve climática global em 20 de setembro de 2019, na que foi a maior manifestação climática da história da humanidade”.

Com a escolha, ela desbancou, entre os finalistas, nomes como a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, os manifestantes pró-democracia de Hong Kong e o presidente dos EUA, Donald Trump.

A revista faz a distinção de Pessoa do Ano desde 1927. Em 2018 os escolhidos foram jornalistas perseguidos ao redor do mundo, chamados de “guardiões” na “guerra pela verdade”.

Greta começou a se mobilizar em agosto do ano passado, quando deixou de ir à escola para se manifestar em frente ao Parlamento sueco. Para a ativista, não fazia mais sentido frequentar as aulas, uma vez que não haveria futuro devido às mudanças climáticas.

Antes disso, já havia vencido um concurso de redação de um jornal sueco em que argumentava sobre problemas relacionados ao meio ambiente. Foi procurada por líderes como Bo Thorén, do movimento Fossil Free Dalsland, para discutir ações lideradas por jovens.

A ideia da greve surgiu nas conversas, inspirada pelo movimento dos alunos da Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, Flórida, que se recusaram a ir à escola após ataques a tiros deixarem 17 mortos.

Em poucos meses o movimento passou a ser repetido por outros grupos de jovens. Depois do incômodo de pais e professores, uma trégua foi negociada, e a partir de setembro as greves passaram a acontecer somente às sextas-feiras. Leia mais aqui

Fonte. Folha de SP

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