TV Escola, do MEC, lança série que defende revisionismo histórico

Brasil

Série é produzida pela produtora Brasil Paralelo conhecida por lançar filmes e livros dedicados a combater ‘ideias esquerdistas’ na história

A Tv Escola, ligada ao Ministério da Educação, lançou na segunda-feira 9 a série Brasil: a última cruzada, que vai abordar a história do Brasil com visão ideológica de direita e conservadora. No primeiro episódio, o autoproclamado filósofo Olavo de Carvalho foi um dos entrevistados.

Ainda são esperados nomes como José Carlos Sepúlveda, intitulado discípulo de Plínio Corrêa de Oliveira (líder da TFP, a Tradição, Família e Propriedade), o delegado, católico e autor de livros jurídicos Rafael Vitola, o licenciado em história Thomas Giulliano Ferreira dos Santos, que escreveu um livro em que critica Paulo Freire, e o analista político Percival Puggina, também conservador e religioso.

Na série, a história é narrada de forma a engrandecer o papel da Igreja Católica e da fé na empreitada de Portugal na chegada ao território que seria o Brasil. O genocídio indígena e a história dos negros escravizados são minimizados. No trailer, a série afirma que “vai revelar a história escondida do Brasil”

A série é produzida pela produtora Brasil Paralelo conhecida por lançar filmes e livros a partir de um revisionismo histórico, dedicado a combater “ideias esquerdistas” na política, história, cultura e educação.

No dia 31 de março deste ano, aniversário do golpe militar, a produtora lançou “1964: O Brasil entre Armas e Livros”, documentário que justifica a derrubada do presidente João Goulart como um movimento de reação à ameaça comunista. A produção foi elogiada pelos filhos do presidente Bolsonaro e incensada em círculos da direita.

O canal da produtora no Youtube era usado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro quando ele se preparava para a sabatina que antecederia a sua possível ida para a embaixada do Brasil em Washington (EUA).

Segundo a TV Escola, a série faz parte da “variedade de conteúdos que a TV quer oferecer na sua programação”. O programa não tem custo para a emissora.

Fonte. Carta Capital

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